• Home
    • Home alternate
    • Blog no sidebar
    • Blog Masonry
    • Pagination
  • About
    • Typography
    • Shortcodes
    • Archives
    • Grid
    • 404
    • Search Results
    • Form Elements
  • Portfolio
    • Portfolio single
  • Gallery
    • Gallery single
  • Contact
Marco Histórico
Seu ponto de encontro com a História Militar
  • HOME
  • SOBRE O BLOGUE
  • SOBRE O AUTOR
  • BIBLIOTECA ONLINE
  • LOJA ONLINE
  • REDES SOCIAIS
  • PARCERIAS
  • FALE CONOSCO
http://lh4.ggpht.com/-tgPRckLe7Vo/VPPHq8rZZgI/AAAAAAAACDQ/FReLSUGS3uc/s800/img_pb_071.jpg
Pilotos da FAB à caminho do aeródromo militar

Criada oficialmente em 1941, a Força Aérea Brasileira desempenhou missões estratégias no teatro de ações da Europa. As missões aéreas dos nossos pilotos foram importantes para diminuir as forças do Eixo no Sul da Itália, em especial, e permitir uma maior concentração de forças dos americanos e britânicos mais ao Norte do continente, especialmente na própria Alemanha. Mas o primeiro ataque da Força Aérea brasileira durante a Segunda Guerra ocorreu quando o país ainda sequer havia chegado ao continente europeu. Nossas belas praias foram testemunhas do conflito que chegou até o país tropical e colocou nossa segurança em risco.

http://historylink101.com/ww2_color/WorldWarIIPilots/images/PICT1788.jpg
Piloto da FAB à bordo de um Thunderbolt



Fogo em Fernando de Noronha
22 de Maio de 1942. Essa é a data do batismo de fogo de nossos gloriosos aviadores. No dia 18 de Maio do mesmo ano, o navio batizado de Comandante Lyra havia sido atacado em território marítimo brasileiro por aquilo que depois foi identificado como sendo um submarino italiano. Isso ocorreu a pouco mais de 300km de distância da ilha paradisíaca de Fernando de Noronha. Danificado por torpedos, disparos de canhão 100mm e bombas incendiárias, o navio Lyra ainda conseguiu permanecer firme, até conseguir completar o seu trajeto, rebocado até o porto de Fortaleza onde foi reparado.

Capitão Oswaldo Pamplona Pinto, comandante do ataque ao submarino Barbarigo



Encontrar e afundar
Após o ataque sofrido em Fernando de Noronha, o oitavo ataque à embarcações brasileiras no litoral até aquele momento, as missões conjuntas entre a Força Aérea Brasileira (que até então ainda era uma Força jovem e inexperiente, com apenas 11 meses de existência) e a Força Aérea Norte-Americana foram intensificadas e os treinamentos ganharam um caráter cada vez mais realista. Um dos objetivos das missões de patrulha era procurar e abater submarinos inimigos nas águas brasileiras. O litoral brasileiro, extremamente extenso (9.198km de extensão), dificultava a localização de alvos inimigos, e as forças aéreas nacionais ainda contavam com meios de detecção rudimentares, praticamente apenas com o próprio campo visual dos pilotos, e tudo isso fazia com que encontrar uma embarcação inimiga fosse como achar uma agulha no palheiro.

Brazilian Navy Air Force
A Força Aérea Brasileira tinha pouco mais de 11 meses de existência quando o primeiro confronto real aconteceu
na costa brasileira

Barbarigo
O submarino que atacou o navio Comandante Lyra era conhecido como Barbarigo, de 73m de comprimento, com armamentos que incluíam oito lançadores de torpedos, quatro metralhadoras, dois canhões de 100mm e podia chegar à velocidade de 20km/h. Fazia parte da Regia Marina, as forças navais da Itália que, na época, estava comandada pelo audacioso Benito Mussolini. Provavelmente, este mesmo submarino realizou ataques a outras embarcações na costa brasileira.

http://www.sixtant.net/2011/img/editor/image/teste%20diret%C3%B3rio/FAB/b%2025%20flz.jpg
Bombardeio modelo B-25 Mitchell. Este avião norte-americano foi um dos bombardeiros mais avançados da
Segunda Guerra. Foi fornecido à FAB como cooperação entre o Brasil e os EUA. Na cauda do avião, o símbolo da
Força Aérea Brasileira.


Senta a Pua!
http://www.kansas.com/incoming/m5cixa/picture962195/ALTERNATES/FREE_960/091713bomber
Visão de uma das torretas de um avião modelo B-25. Este era o campo de visão dos pilotos brasileiros que
sobrevoavam o litoral brasileiro à procura de submarinos e navios inimigos

Então, em mais um dia de voos de treino e monitoramento, o comandante do bombardeiro B-25, o capitão-aviador Oswaldo Pamplona, avistou um objeto no litoral brasileiro, não muito distante de onde havia ocorrido o ataque ao navio Lyra, às 13h:57m. Então, Oswaldo ordenou o bombardeio do alvo, um submarino italiano. O ataque do avião B-25 comandado por Oswaldo lançou dez bombas de 45kg da popa até à proa do submarino italiano. O Barbarigo começou a pegar fogo e perder combustível, realizou contra-ataque com artilharia antiaérea e obrigou o B-25 a retornar para a base. Dando as informações para os outros aviões, Oswaldo pousou para reparos, mas as outras aeronaves não encontraram novamente o submarino. Essa foi a primeira missão de combate real dos aviadores brasileiros na Segunda Guerra. Nossos pilotos foram consagrados em casa, antes de colocarem seus pés na Itália.

Nunca nos esqueceremos
Em três anos de conflitos, 1.500 compatriotas perderam as vidas nas águas do Brasil e do mundo. 71 embarcações foram atacadas, a maior parte delas no próprio litoral brasileiro. O naufrágio mais famoso provavelmente é o do navio Costa Concórdia. Destes 71 ataques, 30 navios foram afundados. Para piorar a situação, a Guiana Francesa estava sob domínio nazista após a queda da França, e este país vizinho ao Brasil servia como ponto de apoio e base para submarinos do Eixo, o que dava aos nossos inimigos um raio de alcance operacional maior e mais perigoso para nosso litoral. As missões aéreas brasileiras afundaram 11 submarinos inimigos até o fim do conflito. Cerca de 15.000 missões aéreas foram realizadas no litoral brasileiro durante este período. Parece um saldo pequeno diante de tamanho esforço, mas até então as tecnologias de monitoramento e radar estavam apenas engatinhando, e todas estas missões foram essenciais para a experiência de combate dos pilotos brasileiros, que agregaram imenso potencial para uma força aérea tão jovem. O 1º Grupamento de Aviação de Caça, que realizou a operação contra o submarino Barbarigo, foi a única unidade de aviação estrangeira a receber o Presidential Unit Citation do governo dos EUA, como reconhecimento por suas ações.



http://historylink101.com/ww2_color/WorldWarIIWeapons/images/PICT0836.jpg
Soldados brasileiros recebem instruções de soldados americanos sobre o uso de bazucas


Durante a Segunda Guerra Mundial, conflito de potências globais, o Brasil foi o único país da América Latina a enviar contingentes para o Velho Mundo. Nossos pracinhas atuaram na Itália, especialmente na região de Monte Castelo e nos Apeninos. A FEB, Força Expedicionária brasileira, contava com um contingente de 25.334 soldados. Estes homens, vindos de um clima tropical e sem muita experiência de combate, enfrentaram soldados alemães e italianos veteranos e foram extremamente bem sucedidos. A FAB, Força Aérea Brasileira, também teve um papel essencial na 2ª GM, e nossos pilotos alcançaram um resultado inesperado pelos aviadores americanos e britânicos.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6NBVEH4RgFTMCNW-_dn_JMtV1KyQTACKGrd54lInfK39kbf3i2A1HswPfju-2npcAW18q7mhsYVXc2CkQG66Y-31kZt6u-mC0PWacK8JSf1TQKajADWayQrmt3pLKx-0-DQmkUPrM1EU/s1600/For%C3%A7a-Wxpedicion%C3%A1ria-Brasileira-regresso-da-Segunda-Guerra-a-bordo-do-navio-Pedro-II.jpg
Soldados brasileiros à bordo de um navio norte-americano de transporte, rumo à Itália
Queremos descanso!
Desde a eclosão da Segunda Guerra, em 1939 a política varguista era manter o Brasil completamente neutro em relação ao conflito, aproveitando ocasiões vantajosas para fazer acordos com as nações envolvidas. Entretanto, a pressão norte-americana aumentou, principalmente pelo desejo de estabelecer uma base militar em Fernando de Noronha. Mas dois eventos mudaram essa política: primeiro, o ataque sofrido em Pearl Harbor, que expôs a fragilidade do Pacífico e exigiu uma maior proteção e cooperação dos países da região; segundo, os navios afundados no litoral brasileiro, sendo o Costa Concórdia um grande exemplo destes naufrágios, supostamente causados por submarinos alemães. A UNE (União Nacional dos Estudantes), a Ação Integralista e outros movimentos e setores sociais pressionaram a entrada do Brasil no conflito.

http://www.ww2incolor.com/d/695175-2/403560_3552950212209741_2070516549_n-Recovered-Recovered
Soldados brasileiros descansando após suas atividades

"É mais fácil uma cobra fumar"
A entrada do Brasil no conflito internacional não era de modo algum um evento cogitado. Afinal, o país tropical não tinha relação alguma com aquela confusão. A pressão norte-americana sempre foi presente. Os americanos desejavam utilizar bases navais no Nordeste do país como ponte para a Europa e defesa do continente. Getúlio Vargas então deu as condições para a entrada do Brasil na guerra: a modernização das Forças Armadas nacionais e o financiamento apoio para a construção de uma imensa usina hidrelétrica. Em 1943 o Brasil cria a FEB e envia a 1ª Divisão para a Europa.  

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/08/feb-na-italia.jpg
Pracinhas sendo bem recebidos pelo povo italiano, em uma cidade liberada
Os pracinhas na Europa
http://historylink101.com/ww2_color/WorldWarIIGroupsofSoldiers/images/IMG_1149.jpg
Pracinhas do 2º Contingente, rumo à Itália
A FEB foi organizada em três regimentos de infantaria, um regimento de artilharia, um batalhão de engenharia militar, um regimento de saúde, uma unidade de cavalaria e nove companhias de fuzileiros. A FEB era subordinada administrativamente ao comando militar norte-americano, e os soldados brasileiros recebiam treinamento dos americanos na utilização de armas e equipamentos diversos, bem como pilotagem de veículos. Após esse treinamento, estavam prontos para o combate. A região italiana oferecia um desafio especial: montanhosa, cheia de áreas de difícil acesso.
http://www.ww2incolor.com/d/309787-4/Copia+de+b+_3_
Soldados brasileiros próximos de túmulos alemães

E a cobra fumou!
O desempenho dos pracinhas brasileiros foi muito acima do esperado. Com pouca experiência e um rápido treinamento, conseguiram tomar posições dos italianos e alemães que estavam sendo disputadas durante semanas, até meses. Os soldados brasileiros foram descritos como impetuosos, valentes e muitas vezes até mesmo imprudentes. Não tinham medo: tomavam até mesmo os bunkers mais bem protegidos. As baixas foram relativamente pequenas: dos mais de 25.000 soldados, 454 heróis tombaram em ação, além de 2064 feridos e 35 soldados que foram feitos prisioneiros.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/aa/Marcia_nel_fango.jpg

Meet the soviet monster and the most famous russian tank of all the times: the giant T-34, that challenged even the fierce german Tiger tank. This weapon was probably the most responsible for the victory of the soviet counter-offensive efforts.
Conozca al monstruo soviético y el más famoso tanque ruso de todos los tiempos: el gigante T-34 que desafió incluso el feroz tanque alemán Tigre. Esta arma fue problablemente la más responsable para la victoria de la contra-ofensiva soviética.

The birth of a Monster 
http://www.missing-lynx.com/articles/russia/mat34/part1.jpg   
In the worst moments of the World War 2, the soviets faced a lack of adequated equipment to face the nazi occupation. They had only transport trucks and some motorcycles, and much of the Soviet aviation had been destroyed in the first moments of the german invasion. The necessity of a tank to give support for the infantry attacks motivated a group of military designers, led by Mikhail Koshkin, to construct a new model for the Red Army. In the year of 1940, the T-34 tank started to be produceed and put into the battlefield.
En los peores momentos de la 2 Guerra Mundial, los soviéticos enfrentaron una falta de equipo adecuado para hacer frente a la ocupación nazi. Tenían sólo camiones de transporte y algunas motocicletas, y gran parte de la aviación Soviética había sido destruida en los primeros momentos de la invasión alemana. La necesidad de un tanque para dar apoyo a los ataques de la infantería motivó a un grupo de diseñadores militares, liderado por Mikhail Koshkin, a construir un nuevo modelo para el Ejército Rojo. En 1940, el tanque comenzó a ser producido y utilizado en el campo de batalla.

https://keepcalmandremember.files.wordpress.com/2014/10/rian_archive_1274_tanks_going_to_the_front.jpg?w=700
T-34 assembly line

Configuration 
The T-34 had a medium weight of 26tons; 6.68m length and 3.0m width, and 2.45m height. The inner space was designed for five crew members (model T-34/85) or four crew members (T-34/76). The armor was specially stronger in the front part, with 81mm thickness of stell, but weaker on the sides (51mm thickness) and on the rear (57mm). The T-34 shielding angle deflect most of the projectiles, but the attacks from Tiger tanks on the flanks was deadly.
El T-34 tenía un peso medio de 26tons; Longitud de 6.68m y el ancho de 3.0m, y la altura de 2.45m. El espacio interior fue diseñado para cinco miembros de la tripulación (modelo T-34/85) o cuatro miembros de la tripulación (modelo T-34/76). La armadura era especialmente fuerte en la parte delantera, con un espesor de 81 mm de acero, pero más débil en los lados (espesor 51mm) y en la parte trasera (espesor 57 mm). El ángulo de apantallamiento del T-34 era especial para desviar la mayor parte de los proyectiles, pero los ataques de tanques Tiger en los flancos eran mortales. 
German tank wreckage near Belgorod
Heavy fire
The T-34 guns was designed to defeat the german tanks and offer cover to infantry. The main gun was a 76.2mm cannon and two 7.62mm auxiliary machine guns. The easy maintenance allowed further improovements with other T-34 models, like lighter versions for patrol missions.
Las armas del T-34 fueram diseñadas para derrotar a los tanques alemanes y ofrecer cobertura a la infantería. La arma principal era un cañón de 76,2 mm y dos ametralladoras de 7,62 mm auxiliares. El mantenimiento fácil permitió más improovements con otros modelos T-34, al igual que las versiones más ligeras para misiones de patrulla.


Engine and performance
The T-34 tank had an Model V-2 34 500 hp Diesel engine, with the capacity to receive 38.8l of fuel. It reached 53km/h (33mph), wich made him faster than Tiger I (wich reached 45.4km/h) and Tiger II (41,5km).T-34 had an operational range of 400km. On the Battlefield, T-34 showed a great performance against his german contemporaries, but the upgrades of the Tiger II weapons diminished the T-34 achievs. In general, compared to Tiger tanks, his maneuverability was reduced, mainly because of its rudimentary gearbox. 
El tanque T-34 tenía un motor Diesel 34 500 hp Modelo V-2, con la capacidad de recibir 38.8l de combustible. Llegó a 53 kmh (33 mph), cosa que le hizo más rápido que el Tiger I (wich alcanzado 45,4 kmh) y Tiger II (41,5km) .T-34 tenía un radio de acción de 400 kilometros. En el campo de batalla, el T-34 mostró una gran actuación contra sus contemporáneos alemanes, pero las mejoras de las armas del Tiger II disminuye los achievs del T-34. En general, en comparación con tanques Tiger, su capacidad de maniobra se redujo, principalmente debido a su caja de cambios rudimentaria.

 

Final analyzes
T-34 was a model made amid the fighting. This needs to be taken in consideration when we compare this tank with german tanks. The rush to complete the project and the urgency of the war made him be submitted with flaws, but its overall performance and results against the Germans, mainly in Kursk, leave no doubt that it was the best Soviet tank of World War II and the only one able to compete against heavy German tanks. It's almost impossible to think about a soviet victory without this weapon.
T-34 era un modelo hecho en medio de los combates. Esto debe ser tomado en consideración cuando comparamos este tanque con los tanques alemanes. La prisa para completar el proyecto y la urgencia de la guerra le hizo ser presentado con defectos, pero su desempeño y los resultados en general contra los alemanes, sobre todo en Kursk, no dejan lugar a duda de que era el mejor tanque soviético de la Segunda Guerra Mundial y el único capaz de competir contra los tanques alemanes pesados. Es casi imposible pensar en una victoria soviética sin esta arma.


http://instapinch.com/blog/wp-content/uploads/2012/08/T34_-Copy2.jpg

http://images.forwallpaper.com/files/thumbs/preview/48/484676__band-of-chiricahua-apache-indians_p.jpg
Índios apache da tribo Chiricahua

Quem nunca ouviu falar sobre os índios apache? Quem não se lembra dos antigos filmes de Velho Oeste, retratando estes homens de pele vermelha como selvagens prontos a atacar algum comboio, diligência ou um grupo de colonos pacíficos? A História faz justiça a este povo demonizado pelo senso comum: eram sim guerreiros ferozes, mas sua ferocidade servia para defender a própria terra, a família e suas tradições. Tinham uma arte desenvolvida e um estilo de vida extremamente sustentável.
http://ep.yimg.com/ay/mcmahanphoto/native-american-indian-w-peace-pipe-1912-photo-print-6.jpg
Índio apache com o "Cachimbo da Paz", usado para selar a amizade.

Nossas terras
Os índios Apache originalmente habitavam uma área que se estendia pelo Norte do México e os estados do Arizona e do Novo México, além do Texas e o Colorado. Falavam a língua Apache, da qual herdaram seu nome. Os índios apache habitavam ambientes muito diferentes: vales e planícies, áreas montanhosas, desertos e margens de rios. Seu povo era dividido em vários clãs, ou ramificações, como os mescaleros, chiricahuas e lipans.

http://www.jimcarsonstudio.com/assets/artwork/orig/Apaches%20At%20The%20Water.jpg
Os guerreiros apaches eram muito hábeis no uso dos cavalos.

A mãe Terra
Os índios apache tinham uma relação muito amigável com o ambiente ao redor. Praticavam a agricultura e viviam em aldeias familiares. A caça aos bisões era uma das partes essenciais da vida apache, e a carne do bisão era fundamental para a dieta dos índios. A religião apache possuía vários elementos do xamanismo, e a crença nos espíritos dos ancestrais e das forças da Natureza permeava a espiritualidade deste povo. Com o auxílio dos espíritos, as colheitas eram mais fartas e a vitória surgia nos combates contra outras tribos inimigas. A ligação com os elementos e com a família era muito forte na cultura apache.
http://www.firstpeople.us/photographs/pt/Jicarilla-Apache-man-1880.jpg
A cultura apache valorizava muito a figura feminina. Elas tinham papéis essenciais para a
sobrevivência da comunidade.

Pelo povo e pela família
Quando os espanhóis chegaram no território ocupado pelos apaches, enfrentaram guerreiros obstinados. Estes índios não se submeteram facilmente e resistiram com ferocidade às expedições dos colonizadores. Daí surgiu a fama de guerreiros implacáveis. Os apaches atacavam a pé, usando machadinhas, tacapes, arcos e flechas; mas o cavalo era essencial, e, com grande velocidade, conseguiam cercar tropas inteiras e causar a confusão nos inimigos. 
Keeps The Mountain, An Oglala Indian 1898.
Roupas tradicionais de um guerreiro apache

Política de extermínio
A tribo apache enfrentou uma campanha implacável lançada não somente contra eles, mas contra todos os povos nativos da América do Norte. O governo dos Estados Unidos lançou, no século XIX, a chamada "Política de Extermínio", com o objetivo de eliminar os indígenas e permitir o avanço "civilizacional" para o Oeste do país. Além de matar milhões de indígenas, a caça desenfreada contra os bisões provocou a fome de tribos inteiras, que foram deslocadas de seus territórios originais.
The American Indian called John Hollow Horn Bear.
Os guerreiros apache invocavam a ajuda dos espíritos antes da luta

"Reconhecimento"
Em 1874 o governo dos Estados Unidos reconhece oficialmente a existência das tribos apaches e cria as primeiras reservas federais para os indígenas. Apesar da proteção oferecida, essa atitude significou muito pouco e não representou o fim da agressão contra os apaches e seu estilo de vida. Continuaram sofrendo assimilação e deslocamento de seus locais de moradia.




Cochise e sua esposa. Cochise foi um dos mais importantes líderes do povo apache.


Memórias de uma causa
Grandes líderes apache como Mangas Coloradas e Cochise são nomes que inspiram a resistência dos povos nativos das Américas. Estes povos, tanto quanto os indígenas do nosso país, representam a luta pela preservação de toda uma cultura por sua sobrevivência, e a interação difícil com o elemento colonizador. A memória dos guerreiros apache não deve ser apagada, pois é a memória de todo o continente americano.
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/474x/04/32/9a/04329aa24566a1d7c7397777a3687a74.jpg



  • Older posts →
  • ← Newer Posts

TEXTOS

  • ▼  2015 (31)
    • ▼  abril (2)
      • Os desastres estratégicos de Churchill
      • Pancho Villa
    • ►  março (10)
    • ►  fevereiro (8)
    • ►  janeiro (11)
  • ►  2014 (61)
    • ►  dezembro (9)
    • ►  novembro (6)
    • ►  outubro (7)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (13)
    • ►  julho (15)
Powered By Blogger

REDES SOCIAIS

Siga o Marco Histórico nas redes sociais

VISITAS

MAIS LIDOS

  • Apaches
    Índios apache da tribo Chiricahua Quem nunca ouviu falar sobre os índios apache? Quem não se lembra dos antigos filmes de Velho Oeste...
  • O povo Maori
    Homem e mulher maoris vestidos com os trajes tradicionais de seu povo. Maori é uma palavra que, além de representar um povo, refere-...
  • Série Gangsters #4: Máfia russa
    Membros de uma gangue russa, junto com seu Pakhan. O quarto texto da série sobre gangsterismo nos leva até a longínqua e imensa Rúss...
  • Kaiser Guilherme II: o último imperador
    Guilherme II e membros da Marinha Imperial. Uma das figuras mais importantes da História alemã, o Kaiser Wilhelm II (Guilherme II) foi ...
  • Negros na Guerra Civil
    Soldados negros alistados no Exército da União. A Guerra Civil dos Estados Unidos da América dividiu o país em dois lados rivais: o Nor...
  • Franz Hasel
    Você consegue imaginar um homem sobreviver à mais sangrenta guerra da História humana apenas com uma "arma" de madeira? Conse...
  • Os desastres estratégicos de Churchill
    Churchill: herói e gênio militar, ou arrogante e incompetente? Winston Churchill é visto como um grande ícone militar britânico e o ma...
  • Tropas coloniais francesas
    Soldados negros que lutaram ao lado dos americanos na Primeira Guerra, que posteriormente receberam condecorações do governo francês A...
  • As armas de Samuel Colt
    Colt: Um nome, uma marca Samuel Colt, o revolucionário das armas de fogo. Imagine a vida no Velho Oeste durante o período de expansão...
  • Heinrich Himmler e as Waffen-SS
    Heinrich Himmler e Adolf Hitler. Himmler tornou-se o braço direito e o suporte militar do Partido Nazista. Um nome é extremamente impor...
Todos os direitos autorais reservados - 2014-2015 - Marco Histórico - Editor e escritor: Prof. Jean Augusto Carvalho

Marco Histórico

Your favorite military magazine - Su publicación militar favorita - Sua revista militar favorita

  • Início
Distributed By My Blogger Themes | Created By ThemeXpose