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Marco Histórico
Seu ponto de encontro com a História Militar
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Diferente da comum atividade de prostituição ocidental, as gueixas representam um traço vivo da cultura nipônica e o exercício de um tipo de prostituição refinada, onde a beleza física não se torna o maior dos valores, sempre acompanhada por inúmeras habilidades e feitios. Estas mulheres refinadas são parte viva da milenar cultura japonesa.

A arte nipônica




http://www.rr-magazine.com/wp-content/uploads/2014/01/ge6.jpgNão existe uma data precisa para o início da atividade das gueixas. Elas remontam ao período do Japão medieval, com registros bem antigos em poesias, textos, histórias e peças teatrais. Entretanto, fica nítido que elas possuíam funções específicas dentro da sociedade nipônica. A principal destas funções era o exercício de atividades sexuais, o que nos faz considerarmos estas mulheres como prostitutas. Entretanto, essa atividade não era tão imediata e direta quanto no Ocidente. A gueixa era, desde a infância, treinada e doutrinada em uma série de habilidades e composições. E, durante o exercício de sua profissão, a gueixa deveria atrair seus clientes através de capacidades não diretamente relacionadas ao sexo em si. De fato, não eram apenas simples prostitutas, mas sim mulheres com inúmeras habilidades cuja oferta sexual era um modo de sobrevivência que, aliás, se limitava a um número muito restrito dentre os vários clientes que elas conheciam.

https://c1.staticflickr.com/9/8499/8367737498_dd25b91052_b.jpgEducação e doutrinamento
A mulher que se tornava gueixa não o fazia da noite para o dia. Assim como estudamos para exercer a engenharia, a medicina, a licenciatura e todas as demais profissões, "trabalhar" como gueixa exigia toda uma preparação que se iniciava desde a infância. Aos seis anos de idade, as meninas escolhidas eram enviadas aos lugares chamados de oky-ias ("casas das gueixas"). Lá, elas recebiam um novo nome, que seria utilizado durante o exercício de sua profissão e fora dele. Transformavam-se em maikos ("aprendizes"). A okasan (proprietária do oky-ia) tornava-se a "mãe" da gueixa, e as outras gueixas eram consideradas suas irmãs. Uma gueixa mais experiente era considerada como a "irmã mais velha", e podia "apadrinhar" uma aprendiz, auxiliando-a durante sua educação e a conquista de seus clientes. Durante cinco anos, diariamente, as garotas aprendem a tocar instrumentos tradicionais, realizar tarefas domésticas, danças, artes, pintura e costura, além de outras tarefas e habilidades. Elas devem alcançar um nível de perfeição, e descansam apenas dois dias por mês. A disciplina era rígida, e o oky-ia funcionava como um verdadeiro colégio interno. Deveriam aprender também a fazer chá delicioso e servi-lo de modo delicado, andar graciosamente usando pequenos tamancos e se portar de modo refinado. Os pés das pequenas aprendizes eram, desde cedo, apertados e comprimidos para limitar seu crescimento. Era obrigação para uma boa gueixa ter os pés minúsculos. Pés grandes eram sinônimo de desarmonia e falta de delicadeza.

Profissão e atividades
O sexo, de fato, era algo íntimo entre a gueixa e seus clientes mais próximos. Ela não era, inclusive, obrigada a se deitar com um homem apenas por receber seu pagamento. Nesse ponto, elas tinham certa liberdade em escolher com que homens manteriam relações sexuais. A principal atividade das gueixas era oferecer acompanhamento, diversão e distração para homens que, em geral, eram muito ricos e em suas reuniões apreciavam a presença destas mulheres refinadas, para descontrair o ambiente e os presentes. Muito raramente as conversas envolviam assuntos sexuais explícitos. Tudo deveria ser implícito, velado, misterioso e subliminar. Gueixas muitas vezes tornavam-se amantes de homens importantes, tendo filhos com eles. Recebiam bens e heranças como se fossem uma espécie de "esposas", o que fazia com que um dos objetivos de vida destas mulheres fosse conseguir a gravidez através de um homem de renome. Mas elas não se casavam, ou muito raramente se casavam oficialmente. A maioria delas eram órfãs ou filhas "vendidas" ou entregues por famílias com poucas condições financeiras. A vida como uma gueixa não era vista como um tipo de existência de exploração: elas eram bem vistas pela sociedade, tinham certo respeito e conviviam com pessoas das classes altas, conseguiam se alimentar, morar e se vestir bem e adquirir um certo renome, o que "compensava" a dura doutrinação e rigidez vivida na infância. Elas realizavam também apresentações artísticas em espaços específicos para isso. Um detalhe diferenciava as gueixas das prostitutas comuns: elas amarravam seus quimonos dando o laço nas costas, enquanto as prostitutas comuns faziam o laço na frente de seu corpo. Inclusive, chamar uma gueixa de prostituta era considerado por elas como uma ofensa grave.

Vestimentas
Elas utilizavam muitas joias e ornamentos, mas a principal peça do vestuário era o quimono, um vestido delicado todo feito em seda e com estampas geralmente florais, ou de animais típicos do Japão. Um quimono podia ser vendido a mais de U$10.000 dólares. Quando a gueixa se formava, tornava-se uma geiko. Recebia, então, alguns quimonos. Todos os custos, desde a sua educação até as roupas que recebia, deveriam ser pagos pela gueixa enquanto ela trabalhava. Entretanto, a profissão era lucrativa: elas chegavam a cobrar U$6.000 por uma sessão que, em média, durava duas horas, e era marcada através de um incenso queimado em um recipiente especial, que levava praticamente este tempo para ser consumido. Amarravam o quimono usando o obi, um cinturão. Recebiam joias, adereços e enfeites de seus clientes mais abastados, não como pagamento, mas como presentes à parte. O uso destas joias e adereços era símbolo do sucesso profissional e social das gueixas, e um indício de que elas frequentavam os círculos sociais mais abastados. Assim, elas conquistavam mais respeito e status social e pessoal.

http://media.japanpowered.com/images/A_Geisha_girl_poses_in_her_Kimono_in_Kyoto_June_1927.jpg
Cultura milenar
Ainda existem gueixas no Japão. Entretanto, sua vida não é a mesma de suas antepassadas. A rigidez dos colégios para os quais elas são enviadas (não mais aos 6 anos, mas sim aos 15) permanece, mas elas não exercitam atividades como aquelas exercidas anteriormente. São apenas um modo de manter viva a estética e a cultura das gueixas. A última gueixa "original" chamava-se Niharu Nakamura, falecida em 2004, considerada como a última profissional que viveu no período anterior à forçada ocidentalização do Japão após a Segunda Guerra Mundial. Em 1900, havia cerca de 25.000 gueixas no Japão. Atualmente, existem pouco mais de mil delas.

Significado e legado
As gueixas não devem ser confundidas com simples prostitutas. As atividades que elas exerciam iam muito além do sexo e, na verdade, o número de clientes com os quais se relacionavam de modo íntimo era muito pequeno e seleto. A gueixa era uma mulher refinada, com uma extensa leitura, uma ótima alfabetização, capacidade de falar sobre política, negócios e filosofia, recitar poemas inteiros, interpretar peças teatrais e realizar coreografias e danças, fazer e servir chá, contar piadas e entreter convidados. A guiexa era uma "esposa" para muitos homens solteiros, dando atenção a seus clientes que ia muito além de qualquer conotação sexual. Inúmeros homens pagavam quantias exorbitantes apenas por sua companhia e seus talentos, sem haver qualquer relação sexual física entre ambos. Se não podemos considerar a vida das gueixas como vergonhosa, ela também estava longe de ser fácil. Muitas delas não conheciam ou não possuíam pai e mãe, praticamente não tinham infância e já cresciam endividadas. As donas das casas eram extremamente rígidas e, durante os primeiros anos de suas profissões, lucravam com seus esforços. A gueixa era praticamente uma escrava antes de sua emancipação. Estas mulheres viviam muitas dores e privações, e, mesmo assim, tornavam-se obras de arte refinadas e capazes de conter em seus pequenos pés a imensidão de milênios de cultura japonesa.
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A terrível explosão nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki causou um horrível espetáculo que aterrorizou a população mundial. A mais terrível arma até então, a famosa bomba atômica, em poucos segundos dizimou a vida de um número surpreendente de seres humanos e arrasou duas grandes metrópoles. Entretanto, toda uma equipe e todo um longo trabalho foi necessário até que esta terrível arma de destruição em massa estivesse pronta para destroçar a terra do sol nascente.

O Projeto
Não foi nenhum pioneirismo norte-americano o projeto para a construção de uma arma explosiva de destruição em massa. Os alemães já se esforçavam no intento de conquistar a primeira arma atômica. Foi justamente por esse alarmismo que o governo norte-americano intensificou os projetos de estudos e pesquisas nesse campo, reunindo todo um conjunto de físicos e cientistas em torno da construção da primeira bomba. Iniciado em 1939 e levado até o ano de 1945, o projeto contou com um investimento total de 2 bilhões de dólares, empregando um número superior a 130.000 pessoas, desde as bases do projeto até a equipe de cientistas e físicos. Não foi um mérito totalmente norte-americano, já que houve uma união entre Reino Unido, Canadá e Estados Unidos em torno do projeto, que, mesmo assim, foi majoritariamente coordenado pelos americanos. O objetivo era um só: construir o primeiro armamento atômico. E, preferencialmente, antes dos alemães.

A Equipe
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5e/Robert_Oppenheimer_1946.jpg
Oppenheimer, físico chefe do corpo científico.
O projeto total envolveu mais de 130.000 pessoas. Mais especificamente, o corpo científico incluía o Dr. Kenneth T. Bainbridge (da Universidade de Harvard); Dr. Joseph G. Hoffmann (da Universidade do Buffalo); Dr. J. Robert Oppenheimer (da Universidade da California); Dr. Louis H. Hempelmann (da Universidade de Washington); Dr. Victor Weisskoff; Dr. Robert F. Bacher (da Universidade de Cornel); e o Dr. Richard W. Dooson (da Universidade da California), todos eles chefiados pelo general Leslie Richard Groves. O físico responsável era Julius Robert Oppenheimer, que, posteriormente, deixaria o projeto por conta de divergências quanto ao uso do armamento, tendo saído após o primeiro teste da bomba em Alamogordo. Oppenheimer participaria da Comissão para a Energia Atômica dos EUA (Comission for Atomic USA Energy), presidindo a mesma até o ano de 1952. Chefiando toda esta equipe, e através de informações obtidas também dos alemães, os norte-americanos seguiram o caminho correto na confecção da primeira bomba. Inclusive, existe a mítica ideia de que todo o projeto foi iniciado por conta de uma carta escrita por Albert Einstein, solicitando ao presidente dos EUA que aprofundasse os estudos e construísse a arma antes dos alemães. Entretanto, não seriam os nazistas os alvos dessa arma. Quando utilizada no Japão, a guerra na Europa já havia acabado.

A Bomba
Localidades com instalações e andamentos do Projeto Manhattan. (Fonte: Wikipédia).
As pesquisas seguiram dois caminhos distintos. Uma vertente, utilizando urânio 235, um isótopo quimicamente idêntico ao isótopo mais comum, o urânio 238. Nessa modalidade, três meios de enriquecimento foram utilizados: o eletromagnético, o gasoso e o térmico. A maior parte dos estudos foi realizado em Oak Ridge, no estado do Tennessee. A outra vertente previa uma bomba baseada em plutônio.O principal laboratório das pesquisas era localizado na cidade de Los Álamos, no Estado do Novo México. Entretanto, o principal complexo de instalações do projeto foi concentrado no Distrito Manhattan, um local específico para o projeto, criado pela iniciativa do major general Eugene Reybold e do coronel James C. Marshall. Um gabinete específico foi criado para facilitar as conexões com o governo federal, com sede em Washington D.C., o que facilitava os financiamentos ao projeto. Os custos para apenas uma fábrica do complexo eram estimados em US$128 milhões.
https://media.azpm.org/master/img/spot/lens_atomic_trinity_450_252.jpg
A primeira bomba nuclear Fat Man, pouco antes de ser usada no primeiro teste, em instalações no Novo México.

Os primeiros testes
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Membros da direção do projeto Manhattan, em visita ao local de impacto da bomba do teste Trinity.
 A arma de plutônio acabou por ser a arma preferida para a condução dos testes. O primeiro teste efetivo da arma, chamado de Trinity, ocorreu em 16 de Julho de 1945, às 05:30 da manhã, com a explosão de um artefato com uma força de cerca de 20 quilotons de TNT, em uma região desértica, onde deixou uma cratera de 76 metros de largura, além da radiação no local. Como observadores, estavam presentes os cientistas Bush Chadwick, Conant, Groves, Farrell, Fermi e Lawrence, além do físico chefe, Oppenheimer, e Tolman. A explosão foi sentida em um raio de 160km de distância e a nuvem da explosão atingiu a altura de 12 mil e cem metros. Esse teste ocorreu em Alamogordo Field. A arma foi um sucesso, e agora, seria questão de tempo até que fosse utilizada efetivamente.

O uso da bomba
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Modelo Fat Man utilizado nas explosões de Hiroshima e Nagasaki.
Utilizando aviões bombardeiros modelo B-29, os norte americanos utilizaram duas bombas nucleares contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. O alvo inicial não incluía a cidade de Nagasaki, mas sim, a cidade de Quioto, que, por condições climáticas, foi substituída. No dia 6 de Agosto de 1945, o avião B-29 apelidado de Enola Gay lança a bomba sobre Hiroshima, destruindo 69% da cidade e matando cerca de 80.000 pessoas (cerca de 30% da população da cidade), além de 70.000 feridos. Em 19 de Agosto de 1945, o B-29 apelidado de Bockscar, dirigiu-se à cidade alvo de Kokura, mas, devido à péssima visualização do terreno, dirigiram-se para Nagasaki: com um poder de destruição parecido àquele do teste Trinity, a explosão causou a destruição de aproximadamente 44% da cidade e a morte de 35.000 pessoas, além de 60.000 feridos. Aproximadamente 245.000 mortos e feridos foram contabilizados nestes dois dias, mas o número de mortes indiretas e danos populacionais causados pelos efeitos direitos e indiretos da radiação.

Erros e vergonha
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Foto da explosão nuclear em Hiroshima.
A justificativa do uso das bombas atômicas em zonas urbanas japonesas foi dada pelos americanos como a necessidade de forçar uma rendição que evitasse uma invasão militar que, segundo suas estimativas, poderia provocar um número muito maior de mortes. Entretanto, as condições políticas e econômicas do Japão já sinalizavam a predisposição do país à assinatura de um tratado de rendição. Sanções econômicas bastariam para, em poucas semanas ou meses, estrangular a já sufocada economia japonesa. Desse ponto de vista, o uso destas armas constituiu um dos piores crimes de genocídio contra a humanidade, em uma ação totalmente desnecessária. Em verdade, os norte-americanos não desejavam a rendição japonesa, que já seria fatalmente ocasionada, mas sim, a oportunidade e o pretexto de testar armas inovadoras e, ao mesmo tempo, intimidar as outras potências mundiais, especialmente os soviéticos. A longa Guerra Fria levaria a uma corrida armamentista nuclear entre a América e a União Soviética, colocando por diversas vezes o mundo sob a tensão de uma guerra nuclear. As armas atômicas foram criadas posteriormente, com um poder de destruição ainda maior. Cerca de 129.000 pessoas estiveram envolvidas no projeto, sendo destes 84.500 trabalhadores da construção civil, 1.800 militares e 40.500 operários das usinas. A maioria dos trabalhadores da construção civil e dos operadores das usinas não fazia ideia do que estavam de fato construindo. Foi o caso da operária de usina chamada Gladys Owens, que, 50 anos depois, ao visitar novamente as instalações onde trabalhou, relatou que jamais imaginou que seus esforços foram utilizados para construir um artefato de tamanho poder de destruição e que, se ela soubesse das reais intenções do projeto, muito provavelmente jamais teria trabalhado nele.

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Ao centro, Rommel.
No front africano, os nazistas desempenharam campanhas com o objetivo específico de assegurar o suprimento de petróleo para sua máquina de guerra. A campanha seria de enfrentamento contra a presença majoritariamente britânica no continente, e, auxiliando as tropas italianas em suas colônias, o avanço alemão deveria ser rápido, determinante e decisivo. Com a campanha dificultosa na Rússia, o petróleo do Cáucaso tornava-se cada vez mais distante. Agora, era essencial assegurar esse suprimento vindo do continente africano. Um homem, à frente da Afrikakorps, seria o responsável por liderar essas campanhas: falamos de Erwin Rommel, apelidado de "Raposa do deserto".

Vida e origens
Nascido em Heindenheim, na Alemanha, em 15 de Novembro de 1891, filho de Erwin e Helene, Rommel desde cedo demonstrou um destaque nas disciplinas técnicas e exatas. Seu pai foi um dos responsáveis pelo estímulo militar presente em Rommel desde sua juventude, e, através de seus conselhos, Rommel iniciaria sua carreira militar. Desde cedo, e demonstrando aptidão nas disciplinas específicas, o talento nato de Erwin foi notado por seu pai que estimulou no filho o gosto pela Engenharia. Desse modo, o melhor segmento para desenvolver essa profissão seria justamente no meio militar.

Início da carreira militar
Estimulado por seu pai, Erwin se une ao 124º Regimento de Infantaria de Württemberg, como cadete, no ano de 1910. Depois, foi transferido para a Escola de Cadetes em Danzig, onde ele conquistou a graduação, formando-se como tenente em 27 de Janeiro de 1912. Ainda durante seus estudos, ele conheceu aquela que viria a ser sua futura esposa, Lucia Mollin. Eles se apaixonaram e, em 27 de Novembro de 1916, acabam por se casar. Durante todo o processo de educação militar, Erwin foi um dos mais destacados e promissores alunos. Sua carreira já se consolidava, mas os conhecimentos teóricos de Rommel seriam definitivamente testados em campo.

Ações na Primeira Guerra Mundial
http://media-cache-ak0.pinimg.com/736x/87/ac/36/87ac368b942db423ebb2562d8986fadc.jpgEm agosto de 1914, quando o conflito iniciou, Rommel foi designado para o Front Ocidental, juntamente com o 6º Regimento de Infantaria de Württemberg. Em Setembro do mesmo ano, Rommel foi gravemente ferido. Por bravura em ação, foi condecorado com a Cruz de Ferro de Primeira Classe. Após se recuperar do ferimento, ele retornou ao campo de batalha, sendo transferido para o Batalhão de Montanha de Württemberg, uma unidade de elite dos Alpenkorps, no outono de 1915. Nessa unidade, Rommel lutou tanto no front ocidental quanto no front oriental. Lutou na Batalha de Caporetto, na Itália, onde, por suas ações, recebeu a medalha Pour le Mérite. Ao final da guerra, Rommel atingiu o posto de capitão. Após o armistício da Alemanha, ele voltou a trabalhar em seu regimento original, na cidade de Weingarten.






Carreira no Nazismo
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/Bundesarchiv_Bild_146-1970-076-43,_Paris,_Erwin_Rommel_bei_Siegesparade.jpgCom a subida de Hitler ao poder, em 5 de Março de 1933, uma consistente política de rearmamento foi conduzida em toda a Alemanha, a despeito do tratado de rendição assinado ao fim da Primeira Guerra Mundial, emBrest-Litovski, impondo sanções humilhantes à Alemanha e sérias restrições às forças armadas do país. Por conivência das potências ocidentais que, com vistas grossas ignoraram a rápida escalada de militarização alemã (e com isso desejavam utilizar o país para o enfrentamento da Rússia bolchevique), Adolf Hitler pôde conduzir uma política severa de retorno das Forças Armadas nacionais. Nesse período, os talentos de Rommel foram aproveitados e ele experimentou uma rápida progressão em sua carreira. Sendo já um oficial reconhecido, ele era preferível em campo, agindo, do que em uma mesa apenas fazendo planejamentos. E esse estilo prático e incisivo seria marcante durante toda a sua carreira. Em 1929, ele se torna instrutor na Escola de Infantaria de Dresden. Nesse período, ele escreveu diversos trabalhos abordando treinamento, táticas e posturas, sendo um dos seus mais famosos trabalhos o livro intitulado Infanterie Greift an ("Ataque de Infantaria"), publicado em 1937. O talento de Rommel chamou a atenção de Hitler, e Rommel recebeu um cargo junto à Juventude Hitlerista (Hitlerjugend). Rommel pretendia fazer da Juventude Hitlerista algo além de um movimento cívico, tornando-a um exército auxiliar, mas estes planos não se concretizaram oficialmente. Em 1937, ele é promovido a coronel, e em 1938 é colocado no posto de comandante na Academia de Guerra de Wiener Neustadt. Depois, foi promovido à guarda pessoal de Hitler (Führer Begleitbataillon), como comandante desta unidade de elite. A relação entre Rommel e Hitler tornava-se cada vez mais próxima e recorrente, e isso é notório quando Rommel é apontado pelo líder do Reich como um de seus mais favoritos oficiais. Rommel estreitou seus contatos com Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista. Goebbels, usando seu aparato propagandista, seria um dos grandes responsáveis por projetar a figura pública de Rommel. Com o início da Segunda Guerra, Rommel é enviado ao front na Polônia, o campo de testes para as ações de Blitzkrieg alemãs.

Campanha na França
 photo RommelwithHitlervonReichenauandBormanninPolandSeptember1939-2_zpse0d1075e.jpg
Rommel solicitou um cargo de comando em uma divisão panzer, e foi atendido. Hitler o designou à frente da 7ª Divisão Panzer com o cargo de major general. Rommel rapidamente ampliou seus conhecimentos práticos com o uso de unidades blindadas, apesar de sua baixa experiência anterior nessa modalidade. Especializou-se em guerra móvel, e aplicou as táticas de guerra rápida da Blitzkrieg às suas unidades. Sua divisão, pertencente ao general Hermann Hoth, avançou em território francês no dia 10 de Maio. A divisão ganhou imensa mobilidade e rapidez com Rommel, fato que garantiu a essa divisão o apelido de Divisão Fantasma. Rommel conquistava vitória após vitória, e rapidamente construiu uma sólida reputação. Em 21 de Maio, ele repeliu um contra-ataque britânico em Arras. Roomel recebeu de Hitler a Cruz de Ferro do Cavaleiro, por seu comportamento pessoal. Esse fator, entretanto, provocou a antipatia em outros oficiais. Em 10 de Junho, ele alcança a costa da França, tomando a cidade de Lille. Após a bem sucedida campanha na França e nos Países Baixos, Rommel conquistou o comando da recente criada Deutsches Afrikakorps (Unidades Alemãs na África). Uma das primeiras tarefas de Rommel seria desembarcar no Norte da África e resgatar as tropas italianas cercadas durante a Operação Compasso.


Campanha na África
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Rommel na Líbia, em Trípoli.
Em Fevereiro de 1941, Rommel e sua Afrikakorps chegam à Líbia, com a missão de segurar as posições alemãs e realizar operações ofensivas cautelosas. Tecnicamente, as operações eram comandadas pelo Comando Supremo italiano, mas Rommel logo tratou de tomar a dianteira tática. Em 24 de Março, ele ataca a posição britânica em El Agheila, com uma divisão alemã e duas divisões italianas. Fazendo os britânicos recuarem, ele capturou as cidades de Cyrenaica, e Gazala, em 8 de Abril. Apesar de o Alto Comando lhe solicitar um refreio ao ritmo de suas operações, Rommel avança ainda mais e toma o porto de Tobruk, fazendo os britânicos recuarem até ao Egito. Um alto oficial alemão, chamado Franz Halder, disse que Rommel havia "enlouquecido" no Norte da África. Este medo é justificável pelo caráter muitas vezes imprudente de Rommel, que avançava demasiadamente. A questão era: Rommel se mostrava capaz de vencer e conquistar território rapidamente, mas seria ele capaz de assegurar essas conquistas? A extensão das campanhas dificultava os suprimentos às divisões, e o risco de cair em armadilhas era muito frequente. Apesar de vitorioso em Tobruk, as ações de Rommel demonstraram alguns erros, especialmente nos diversos problemas logísticos que suas tropas enfrentaram durante as operações. Rommel, entretanto, venceu duas tentativas britânicas de retomada do porto de Tobruk, consolidando ali a sua posição. Em Novembro de 1941, ele foi forçado a recuar quando a operação Crusader foi lançada, e, desse modo, Tobruk finalmente é reconquistada pelos britânicos. Rommel foi obrigado a recuar todo o território conquistado, de volta até El Agheila. Esse início de recuos alemães teve como responsável especialmente o líder militar britânico Bernard Montgomery, que se mostraria o único homem capaz de deter e vencer a "Raposa do deserto". Em Janeiro de 1942, Rommel reagrupa suas divisões e ataca Gazala. Em 26 de Maio, ele ataca as posições britânicas fazendo-os recuarem até o Egito, mais uma vez. ele é então promovido a marechal de campo. Capturou novamente Tobruk, mas foi refreado na Primeira Batalha de El Alamein, em Julho. Com suas linhas de suprimento perigosamente estendidas e sua pressa em tomar o Egito, Rommel tenta uma ofensiva em Alam Halfa em Agosto, mas é vencido. Durante a Segunda Batalha de El Alamein, ele enfrenta um agravamento na logística e na manutenção de suprimentos, o que causa a insustentável situação de suas posições. Ele recua para a Tunísia, encurralado pelas tropas do Oitavo Exército Britânico e as forças anglo-americanas, durante a Operação Tocha. Ele conseguiu infligir sérios danos no 2º Corpo dos Estados Unidos, na passagem de Kasserine. Apesar disso, sua situação piorou e ele perdeu o comando da Afrikakorps, sendo enviado de volta à Alemanha em 9 de Março.

Campanha da Normandia
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Rommel em inspeção às tropas de defesa da Normandia.
De volta à Alemanha, Rommel comandou operações na Grécia e na Itália antes de ser colocado na liderança do Grupo B na França. Sua missão era defender as praias onde os desembarques aliados iriam acontecer. Em conjunto com outros oficiae deis, ele definiu que o alvo mais provável dos aliados seria o porto de Calais. Quando a invasão aliada começou em 6 de Junho de 1944, ele retornou à Normandia e coordenou os esforços defensivos em Caen. Em 17 de Julho, Rommel foi gravemente ferido quando seu carro foi atingido por um avião aliado.

Morte e legado 
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/75/Bundesarchiv_Bild_146-1973-012-43,_Erwin_Rommel.jpg
No início de 1944, Rommel é convidado por um grupo de oficiais para participar de um complô para depor Hitler. Rommel aceitou, mas desejava que Hitler fosse levado a julgamento, e não assassinado. Em 20 de Julho do mesmo ano, uma tentativa frustrada de eliminar Hitler expõe todo o complô, e Rommel é indicado como um dos mentores da tentativa de assassinato de Hitler, quando ele jamais endossou qualquer plano específico para executar Hitler. Entretanto, o próprio führer sabia que Rommel era inocente. Mas a pressão de outros oficiais foi tão grande, que Rommel, com medo de que fosse levado a julgamento público e sua família fosse posteriormente perseguida, cometeu suicídio em 14 de Outubro de 1944, tomando uma pílula de cianeto. Para evitar escândalos maiores, sua morte foi publicamente anunciada como consequência de um ataque cardíaco. Após seu suicídio, a família de Rommel recebeu proteção oficial de Hitler, para evitar retaliações por parte de outros oficiais. Terminava assim, de modo trágico, a vida de um dos mais brilhantes comandantes nazistas. Como legado, Rommel deixou numerosas obras sobre estratégia e conduta militar. Foi também responsável pelo rápido avanço alemão em duas frentes, tanto na Europa quanto na África, e por atrasar - ainda que um pouco - o avanço aliado na Europa ocidental. Rommel conquistou vitórias respeitáveis em um continente com predominante presença britânica.
http://www.scholastic.com/content/images/articles/sn_ts/sn_ts_122210_hdr.jpg
Amelia Earhart, em seu avião apelidado de Canário.


Algumas pessoas se prendem apenas ao chão. Outras poucas pessoas são capazes de até mesmo conquistar os céus. Uma dessas foi Amelia Earhart, uma famosa aviadora norte-americana que conquistou diversas marcas pioneiras e fez da pilotagem sua vida. Amelia foi um símbolo não somente para as conquistas das mulheres, mas para a própria aviação em si.


Origens

http://www.feministezine.com/feminist/historical/images/Amelia-Earhart-04.jpgNascida em 24 de Julho de 1897, na cidade de Atchison, no estado do Kansas, EUA, Amelia Earhart (mais conhecida como "Lady Lindy") foi a décima sexta mulher na História a adquirir uma licença de pilotagem nos EUA. Passou a maior parte de sua infância na casa de seus avós maternos. Filha de Amy Otis e Edwin Earhart, ela testemunhou por diversas vezes as consequências do alcoolismo em sua vida familiar. Viciado em álcool, seu pai sofria de constantes recaídas. Desde a infância, Amelia e sua irmã Muriel eram atraídas pela aventura, explorando terrenos, descobrindo lugares novos e desafiando umas às outras. Com uma crise financeira familiar, Amelia e sua irmã moraram com os avós maternos até que ela completou dez anos. Sua infância foi pouco fixa, principalmente por conta das diversas mudanças causadas pelas buscas profissionais de seu pai. Em 1915, os pais de Amelia separam-se, e ela se muda com a mãe e a irmã para a cidade de Chicago. Nessa época, ela já se destacava nas aulas de Física e Química. Após sua graduação, Amelia se voluntariou para trabalhar na Cruz Vermelha, no Canadá, atendendo soldados feridos que regressavam das batalhas da Primeira Guerra Mundial. Nessa época, ela começou a nutrir profunda admiração pela aviação, sempre assistindo as apresentações da Royal Flying Corps. Em 1919, ela entra para a Universidade de Columbia, para estudar medicina, mas um ano depois, ela abandona os estudos para morar com seus pais, que, novamente reunidos, estavam na cidade de Columbia.  

Início da carreira
 
Em 1920, durante um show aéreo em Long Beach, Amelia voou com um dos pilotos por apenas dez minutos. Estes dez minutos mudariam sua vida por completo, reafirmando, em seu coração, a paixão pelos aviões. Antes de sua carreira como aviadora, ela chegou a trabalhar em diversas funções, como fotógrafa e motorista de caminhões. Após juntar dinheiro, ela pagou por um curso de pilotagem, aprendendo suas primeiras lições com a aviadora Anita Snook. Após sua formação, ela conseguiu adquirir seu primeiro avião, um biplano de segunda mão, modelo Kinner Aister, o qual ela apelidou de Canário. Em 22 de Outubro de 1922, ela realizou um voo a uma altitude de 14.000 pés (o recorde para pilotos femininas na época), o que significava um grande feito para uma iniciante. 

Dificuldades
Por conta de dificuldades financeiras, Amelia praticamente faliu no ano de 1924. Sem perspectivas de conseguir se manter através da aviação, ela vendeu o seu avião, o "Canário". Após mais uma separação de seus pais (que terminou em divórcio), Amelia e sua mãe viajaram por praticamente todo o país, de California até Boston. Em 1925 ela voltou à Universidade de Columbia, porém, mais uma vez ela precisou abandonar os estudos por conta dos poucos recursos financeiros dos quais dispunha. Nessa época, ela chegou a trabalhar como professora e assistente social. Mas os seus sonhos com a aviação jamais morreram.


Retorno
Em 1927, Amelia  faz o seu retorno à aviação. Ela se torna membro da Sociedade Aeronáutica Americana (American Aeronautical Society). Dessa vez, Amelia passou a viver da aviação, trabalhando como representante de vendas para uma loja de aviões modelo Kinner, além de escrever artigos sobre aviação em um jornal local. Com parte do dinheiro que recebeu, ela fez investimentos no Aeroporto de Dennison, auxiliando em sua construção.  Amelia já começava a se tornar uma celebridade, reconhecida pelo próprio meio dos amantes da aviação e respeitada mesmo pelos mais experientes pilotos de sua época.

Conquistas
http://images.fineartamerica.com/images-medium-large/amelia-earhart-1897-1937-standing-everett.jpg
Em Abil de 1928, Amelia recebeu um telefonema do capitão Hilton Railey, e, ao atender, ouviu a seguinte pergunta: "Gostaria de voar sobre o Atlântico?". Sua resposta só poderia ter sido uma: "sim!". Mas, com o convite, viria uma decepção: Amelia cruzaria o Atlantico como passageira. Segundo os planejadores da missão, esse era um voo demasiadamente arriscado para ser realizado por uma mulher sozinha. Então, em 17 de Junho de 1928, Amelia, Wilmer Stultz e Louis Gordon cruzam o oceano Atlântico após 20 horas e 40 minutos de voo, aterrisando em Burry Point, em Wales, no Reino Unido. Devido ao mau tempo, praticamente toda a pilotagem foi realizada por Stultz. Amelia confidenciou, depois, que ela se sentiu como uma simples bagagem, como se ela não estivesse realmente sobrevoando o Atlântico. Ela sabia que deveria realizar novamente essa missão, mas dessa vez, sozinha. Após a missão, os três foram recebidos pelo então presidente da época, Calvin Coolidge, na Casa Branca, onde foram gratificados pelo feito. Com o apoio presidencial, Amelia assistiu à uma rápida decolagem de sua carreira, tornando-se uma celebridade em todo o país e também no exterior. Mas ela ainda não tinha conquistado o seu maior feito. Aproveitando a celebridade, Amelia chegou a vender roupas com uma grife que levava o seu próprio nome, além de atuar como modelo para diversas marcas do mundo da moda. Ela desejava divulgar um modo seguro, firme e ousado de se vestir, mantendo, contudo, a feminilidade da mulher. Nesse período, ela trabalhou como editora associada para a mega revista Cosmopolitan, atuando também como promotora da Transcontinental Air Transport e da Trans World Airlines, duas grandes companhias de aviação civil norte-americanas. Na época, a aviação civil estava ainda tomando forma, e as contribuições de Amelia para a divulgação desse sistema de transporte ajudaram muito na popularização das viagens domésticas. Os voos transatlânticos tinham inclusive esse propósito: abrir caminho cada vez maior para as viagens aéreas intercontinentais. Amelia, entretanto, não deixou que sua popularidade lhe retirasse o foco daquilo que ela realmente amava. Ela realizou, sozinha, um voo de norte ao sul dos EUA, pouco tempo depois de sua primeira viagem transatlântica. Em 1929, ela disputou a corrida aérea feminina de Santa Monica a Cleveland, chegando em terceiro lugar. Em 1931, ela atingiu instituiu o recorde mundial de 18.415 pés de altitude em um voo. Ela se envolveu na organização Ninety-Nines, um grupo de mulheres apaixonadas por pilotagem, ajudando a promover a entrada da mulher na aviação. Em 1930, ela se tornou a primeira presidente do grupo. 

O primeiro voo sobre o Atlântico
 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ec/Amelia_Earhart_-_GPN-2002-000211.jpg
Apesar de ter sido apenas uma passageira no primeiro voo que realizou sobre o Atlântico, Amelia não desistiu de conquistar essa façanha. Amelia sabia de suas limitações, especialmente com sua dificuldade de assimilar as novas tecnologias de rádio e aparelhagem, e por esse motivo, sempre investiu em seu aprimoramento como piloto. Ela não enxergava este objetivo apenas como um mérito pessoal, mas sim, uma conquista para todas as mulheres. Ela e seu marido, Putnam, começaram a planejar o voo. Eles divulgaram a data oficial da missão para o dia em que o voo de Charles Lindbergh sobre o oceano Atlântico completaria 50 anos. Em Maio de 1932, no dia 20, eles se prepararam conforme o anunciado, em Harbour Grace. No momento da decolagem, entretanto, as más condições climáticas e atmosféricas frustraram a missão do casal. Para completar, problemas mecânicos surgiram na aeronave. Mesmo com estas adversidades, no dia 22 de Maio de 1932, ela realizou o voo sobre o Atlântico, completando o trajeto em 15 horas (o que era um verdadeiro recorde para a época), pousando na cidade de Londres, no aeroporto de Hanworth. Foi calorosamente recebida pela população londrina, e, como reconhecimento, recebeu a Medalha de Ouro da Sociedade Geográfica Nacional (National Geographic Society), recebendo também a Cruz de Voo Distinto (Distinguished Flying Cross) entregue pelo presidente dos EUA, na época, Hoover, e por todo o Senado norte-americano. Também foi condecorada com a Cruz do Cavaleiro da Legião da Honra, do governo francês. Ela também realizou um voo de Honolulu, no Havaí, até Oakland, na Califórnia. Esse feito lhe garantiu o mérito de ter sido a primeira mulher a sobrevoar não só o oceano Atlântico, mas também o Pacífico. Em 1935, ela voou da Cidade do México até Nova York. Entre 1930 a 1935, ela estabeleceu sete recordes de distância e velocidade em diversos modelos de aviões. Em 1935, ela planejou uma meta ainda mais ambiciosa: voar ao redor de todo o mundo.


Morte e legado


http://i.huffpost.com/gadgets/slideshows/240390/slide_240390_1267322_free.jpgAmelia não chegaria a realizar tal façanha, entretanto. Em 1937, dando continuidade ao seu ambicioso projeto de sobrevoar ao redor do mundo, ela enfrentou diversos problemas climáticos e, no dia 3 de Julho de 1937 ela desapareceu misteriosamente, sem deixar registros, e sem jamais ser encontrada. Apesar dos esforços do presidente Franklin Roosevelt, que chegou a designar 66 aviões parra a realização de buscas e investir quatro milhões de dólares nas buscas por Amelia, sua morte continua sendo um mistério, e provavelmente ela teve como túmulo o mesmo oceano pelo qual se tornou memorável e notória. Em 5 de Janeiro de 1939, ela foi oficialmente dada como morta. Amelia deixou como legado uma imensa contribuição, tanto em conhecimentos de aviação, como em estabelecimento de recordes de altitude, velocidade e distância. Amelia também retirou o estereótipo de que as grandes aviações não eram atividades apropriadas para mulheres, ajudando a incluir a figura feminina no âmbito da aviação.


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